3.30.2006

Ridículos

O gajo da revolta dos pastéis (claro que sem link) já foi devidamente chacinado aqui, mas hoje vi um livro do bloody bastard à venda. Já não chegava tê-lo visto no seu programa enfadonho tipo malucos do riso sem ensaio e caretas, agora sempre que fôr àquela papelaria vou gramar com aquilo no balcão. O título: "sou português... e agora?" acompanhado de uma fotografia do aspirante a palhaço ,que nunca será, com um cachecol da selecção ao pescoço. Como se percebe é uma desculpabilização da sua falta de jeito/piada. O gajo quer dizer : "Sou um burro, não tenho piada, conto histórias que só fazem rir o público ao vivo(pago bem), tenho ar de gêbo, mas isto tudo é porque sou português. Há algum problema com isso?" Há. Ainda por cima, das vezes que vi o programa, o gajo falava sempre do curso de direito que tirou e das aulas que deu não sei em que faculdade, desculpabilizando-se e rejeitando a pressão de não valer nada: "Eu tenho um curso, era bom aluno e não preciso disto para sobreviver". Ainda pior, porque não tem necessidade de fazer figuras tristes.

Os sketchs que o outro que lá anda faz também não valem nada. Não gosto. Sem piada, forçando as pessoas as rir-se do ridículo. É como contar uma anedota em que ninguém se ri e despejar um copo de água na cabeça só para provocar umas gargalhadas (que ainda ssim não se conseguem).

Punk

A única banda punk autorizada a fazer músicas com mais de três minutos são os Clash. Oiço certas bandas a aventurar-se pelos meandros dos 5 e até 6 minutos, e tenho náuseas.

Pérolas Literárias Não Editadas XVI

"-Quem é que pôs lá a fotografia?!!!
-Sei lá eu!
-Aposto que foi o Pereira.
-Então vai falar com ele!
- Hoje não... Deixa-o dormir descansado que amanhã..."

Autoria: JF e MM

3.26.2006

Coitadinhos

Aprendi a topar os coitadinhos há algum tempo. Quando saí da adolescência, em que todos somos desgraçados durante um ou outro momento. Comecei a topar as expressões infelizes e de abulia em gajos de barba quase rija, que deveriam ter mais com que se preocupar, do que a tristeza e injustiça do mundo. Sstes coitados fora de tempo são perigosos (porque têm mais força que um púbere). Nesta situação é raro encontrar moças, mas também acontece.

A roupa aparentemente desgrenhada, mas cuidadosamente escolhida, é um sinal de aviso. Não mostreis alegria, contentamento, ou sucesso na vossa saída da puberdade e entrada no mundo real. Nunca! Os coitadinhos culpar-vos-ão pelas desgraças, pela falta do emprego (ideal), pela falta da gaja (uma que não se importe de ser o alvo de toda a culpa), pelo bife com batatas que a mãezinha não deu ao jantar, pela invasão do Iraque, enfim pelo que o coitadinho quiser. Será sempre de esquerda. Não que não haja anormais na direita, há muitos, mas hoje trato de coitadinhos, e esses são de esquerda. São de esquerda e assim que se fizer um esgar no momento em que se faça referência a certos assuntos políticos... É o fim. O coitadinho passará a olhar-vos como o condenado que mira o executor. Mas com orgulho! Com desprezo: "Tu és dos maus e oprimes-me mas eu prevalecerei!"

Aconselho nestas alturas o emborcamento final da cerveja, e a mudança de conversa para o ciclo de vida do crocodilo. Aí, o coitadinho será testado na sua inteligência. Se perceber, abandona a mesa e começa a procurar novos opressores (abro um parênteses para sublinhar o curioso que reside neste facto: o coitadinho procura o putativo predador). Se não perceber, também não deve saber o que é um crocodilo, cala-se e vai embora para casa.

Pérolas Litera´rias Não Editadas XV

"Passei por sítios que nunca pensei como é que era por trás".

Autoria: Desconhecido no programa em que fazem obras

3.23.2006

Beer

As cervejeiras têm aumentado as vendas, os lucros, a produção. Têm uma oportunidade boa de investir e produzir novas cervejas, e fazem-no. Muito bem. Andam umas atrás das outras. Mal. As ruivas são boas cervejas, com paladar diferente, um pouco mais de álcool... Serve para variar. Mas e as fáceis de beber? Não se percebe a insistência em vender a imagem de que a cerveja deve ser fácil de beber. É um contrasenso. Se quero algo fácil para beber, bebo água. Sagres Chopp? Claro, o Brasil e a sua tradição em cerveja. "É o público alvo!" Com esta vontade de andarem uns atrás dos outros, esqueceram-se que nem todos gostamos de limonada.

Inventai uma cerveja de jeito!

3.21.2006

No Dia

em que o punk rock sair da porcaria em que anda metido, as cheer leaders vão ter o seu descanso, e a meninada do half-pipe é que vai sofrer.

3.17.2006

3.16.2006

Tabaco e baixas expectativas

Andava num zapping desenfreado (entre a rtp1 e a rtpaçores) quando me deparo com uma reportagem sobre a cidade Guarda. Aguço os sentidos e tremo. Notícias da minha banda são sempre más. Tiros, pobreza, corrupção... Não muito diferente do resto do país, acedo, mas quando se trata do que conhecemos melhor... Bom, nada a temer. A reportagem era sobre a Cerci, seu aniversário e de como o festejaram na Instituição em (soa estranho, mas porquê dizer "na Guarda" se não digo "na Lisboa?") Guarda. Mostraram uma banda de hip hop feita por utentes da instituição (acompanhados por um professor de música) que é um sucesso, em que todos os elementos se sentem satisfeitos e investem numa actividade que os realiza e estimula. Tudo bem, aplaudo emocionado. Até têm um clip vídeo. E aqui tudo se complica. Não porque me impressionem as deficiências motoras ou mentais notadas no clip, nada disso. A música era uma balela anti tabagista. "deixa o tabaco, diz não obrigado, pôe o tabaco de lado".
Erro 1: Põem putos que devido à descriminação já têm dificuldades em inserir-se socialmente, a fazer o papel de moralista. Este papel não é integrador, não.

Erro 2: Assume-se que "os miúdos são uns coitadinhos e então vamos lá pô-los a escrever sobre temas batidos, sem piada e óbvios".

Erro 3: Um jovem sem qualquer défice que se sinta inclinado a fumar e vê
este clip e...
Erro 4: por favor! O puto que cantava na banda , até tinha atitude o puto, era tetraplégico. Óbvio que não fuma, a não ser que a mãe lhe dê umas passas.

A ideia é boa, mas o problema é que no conteúdo subvaloriza-se sempre determinadas populações , criando sempre baixas expectativas das suas potencialidades. Neste caso, não os podiam pôr a rappar/berrar acerca das dificuldades em andar numa cadeira de rodas na cidade (seja ela qual fôr) em Portugal)? Ou a cortar nos "burros" que os discriminam?

The Hell´s road is paved with good intentions.

3.15.2006

Ventania

Hoje o boletim meteorológico anunciava chuva aqui para os Açores, assinalando que ventos fortes se iriam fazer sentir (onde ?...). Dizer que vai chover nos Açores é o mesmo que dizer que um carro que se desloca a 50 km/h percorre em média 50 km numa hora. Mas por incrível que pareça, logo hoje esta regra foi quebrada. Logo hoje que na RTP deram ênfase à chuva nos Açores, ainda não choveu na Terceira. Vento sim, mas sem chuva.

Um carro que se desloca a uma velocidade constante de 50km/h, poderá em situações extraordinárias, percorrer em linha recta 47 quilómetros numa hora?

3.11.2006

Para aprender a dar atenção a prefixos como "trans", e a não escrever postas à bruta

Não voltarei a confundir rotação com translação
Não voltarei a confundir rotação com translação
Não voltarei a confundir rotação com translação
Não voltarei a confundir rotação com translação
Não voltarei a confundir rotação com translação

O Malfica

Passou e já anda aí a azia de tripeiros e lagartada. Prefiro assim. Como já referi no outro blogue quando o porto ganhou a uefa, quando o Benfica ganha um jogo internacional não quero dividir a minha alegria com os adversários. Quero vê-los tristes e cheios de inveja. Assim como o contrário também devia ser o habitual. Vi os jornalistas a entrevistarem o adeptos do Everton e todos iam torcer pelo Benfica. Diziam-no a rir, como que antecipando o sabor do gozo ao toparem as caras do amigos mas adversários de clube.

Aniversários

Outra vez os esquecimentos. Uma abraço de aniversário para o Marco Nabais que fez 50 anos no dia 21 de Fevereiro. Que não te esqueças de me pagar uma grade (hei-de bebê-la sozinho, enquanto oiço o álbum do único branco cego).

3.09.2006

Se me vissem a cabecear de sono no banco de um comboio...

"É difícil encontrar um hábito ocidental que não ofenda a "rua árabe". Eu presumo que, se a "rua árabe" me visse ao acordar, haveria mortos e feridos durante várias semanas."

João Pereira Coutinho na Folha

Paradoxo

Os Green Day, com Billie Joe Cantando: "Don´t wanna be an american idiot".

3.07.2006

Pérolas Literárias Não Editadas XII (eurocentrismo no seu pior)

-B., o que é maior? A europa ou o mundo?
-Opá deixa-te dessas perguntas...

Autoria: B e H.

Burrices

Eu fui dos asnos que, dentro da minha profunda igonrância, achou que o Lula da Silva ia mudar para melhor algumas coisas no Brasil. Sabia que o gajo já não era radical, e que não era nenhum Hugo Chávez. Incomodou-me aquele convite muito mano/manero/bem na paz ao Gilberto Gil para ministro da cultura. O populismo consolidava-se. Depois foi esse mesmo ministro a tocar uns batuques com o Kofi na sede das Nações Unidas. Tudo "rejoiçou"!"Que bonito tudo aqui no batuque pela paz". As medidas do cabaz família e quejandos ao princípio não me pareciam compra de votos... Depois o mensalão, homicídios estranhos e grande reboliço nos média: lembro-me dos meus tempos de puto e do Collor de Melo, do impeachment e da vergonha que o povo brasileiro passou. E agora? Agora nada. O Lula diz que não sabia nada, confirma que é mais burro que um testo, chora, promete mais cabazes e a intelligentsia aplaude (ou como dizia o sr. Caroços: aplude). Foda-se! Onde estão os padres do costume a condenar e a pedir penitência?

O cúmulo foi a proposta de lei que impede os brasileiros de utilizar certas palavras que podem ofender as minorias. Aqui está o germe do ideal de civilização de Freitas do Amaral.

Aniversários

Não me lembro do aniversário do meu antigo blog, e deixei passar o aniversário deste. Pobres. No entanto há os outros para festejar. Estes rookies fazem um anito, e eu acho bem escrever daqui os parabéns, apesar da falta de humildade do fundador que ainda não foi capaz de agradecer publicamente (ou em privado, como lhe conviesse) aos dois amigos meus que inventaram a palavra que ele usou para o blogue. Mas é isto o sabugal, com os complexos tipicamente terrentos. Se fosse um qualquer palhaço de Coimbra teria direito a uma grade de minis sempre que visitasse à bela vila. Como são apenas gajos endémicos e demasiado fixes e que preferem ouvir AC/DC a Stereolab...

3.06.2006

Pérolas Literárias Não Editadas XI

No bar Osíris com João B. ao balcão. Transportando nervosamente um cd nas mãos...
"- Oh João mete aí este álbum a tocar...
- Meto-te é um murro nos cornos!!"

Autoria: Eu (ou qualquer incauto com as mesmas intenções ) e João B. ( que servia bebidas brancas qualquer que fosse a mistura por 100 paus. ).

DJ

Geralmente não gosto de discotecas. Paro mais em bares/tascas/cafés que passem rock. É com tristeza que se começa a transformar em raiva que noto que até o mais novato e iletrado dj insiste em repetir demasiadas músicas dia após dia. Eu compreendo-o como uma visão narcísica estúpido/profissional de quem julga que tem um público cativo que não dispensa as suas (não)-escolhas. Isto revela claro a falta de coragem em mostrar o que se conhece para além de uma ou outra intromissão por caminhos de inovação. "Se smashmouth é catchy até ao tutano, todas as semanas vou pôr isto a bombar"! Prefiro de longe o maluco do doom que hipnotizado pelos desenhos dos novos cds põe músicas que só ele e mais dois ou três gajos no mundo é que conhecem.( Não contam aqueles que põem som que ninguém conhece só pior isso mesmo. )

O pior pior é ter o Superunkown na mão e insistir sempre na black hole sun (grande música) ou, assumindo uma postura de gajo conhecedor, a Spoonman (grande música). Nunca ouvi a Superunknown num local público porquê? Porque os dj´s que passam rock nos bares e tascas a que fui são uns pretensiosos medricas.

Nomes

Quem aqui vem há algum tempo deve ter notado que mudei o nome à taberna. Zarabatana deu o berro. Primeiro porque me fartei. Há uns posts atrás apelei à colaboração dos visitantes para me ajudarem a escolher um novo dizer. Ninguém o fez, o que só demonstra as vidas atarefadas que essas duas ou três pessoas têm... Lembro-me da ameaça de um desprevenido, ocasional (ia pôr acidental mas depois tinha que pôr link) visitante que me ofereceu pancadaria se eu mudasse o nome porque segundo ele: " quando decidi criar um blogue pensei exactamente em zurze e zarabatana e foi com extremo desagrado que descobri que já alguém escolhera essas duas belas palavras". Claro que textualmente não foi assim que o visitante se exprimiu mas não me faltava mais nada do que ter de andar à procura de antigos posts meus e respectivos comentários! Caro visitante ocasional: o endereço continua zurze mas o nome mudou e é com pena que me mostro indisponível para um duelo devido a artroses que de há uns dois anos para cá me vêm atacando. Por outro lado regozijo-me porque vossa excelência poderá agora criar um blogue e chamá-lo de zarabatana mantendo a sua originalidade (embora de gosto duvidoso devo acrescentar. Zarabatana nunca me soou bem como nome de blogue. Mantive-o por preguiça. E por essa mesma preguiça substitui-o por algo que não é sequer um nome, é...).

A segunda razão pela mudança de nome tem que ver com o google (no link I know). Quando tenho curiosidade em saber a proveniência dos visitantes vou ao sitemeter. Lá apareciam umas bandeiras brasileiras de quando em vez. Contente e agitado pela putativa visita propositada de uma baiana maluca, procurava pormenores. "Como fazer uma zarabatana; zarabatana em casa;o que é uma zarabatana atapalkuirichipi?". Aqui estão as razões de visitas brasileiras. Para estes cá vai: Lede agora que nunca mais volto a falar disto!!
Zarabatana: tubo por onde se sopram setas. Pode ser uma cana, mas um tubo fininho de pvc é muito mais fixe e as setas feitas com papel com uma agulha na ponta deslizam tão bem que tornam as daqueles índios da américa numa pistola de água ao lado de uma magnum 44 que será a vossa zarabatana. Se lhe tirardes a agulha podeis brincar e pôr na linha o puto ranhoso que tem a mania que com um tubo de caneta bic e uma bolas de papel consegue ser muito mau.

3.04.2006

No dia

em que o papel higiénico pagar 5% de IVA, o culminar da civilização estará muito perto.

3.02.2006

Pérolas Literárias Não Editadas X

"-E eu que não gostava de cerveja!!?
- Eu também só tenho um álbum."

Autoria: TD e DF

Fozes do Arelho Internacionais

Percebo que as pessoas gostem de ir onde a água é mais quente, servem martinis enquanto apanham um sol fixe numa espreguiçadeira ortopédica. Compreendo até que gostem (muito até) de estar em pequenos fortes cheios de mantimentos enquanto à volta o pessoal se desunha com 1 dólar por dia. A sério! Mas transformar umas férias em pretexto para subida de estatuto parece-me forte. Falar da Foz do Arelho (que é bem fixe) da República Dominicana, como quem fala de um bar punk clandestino em plena Londres faz-me querer deixar de ouvir a conversa do mar calminho, quente e azul como nas fotografias.

4ª Classe

A luta de classes está mais quente que nunca. Eu cá, estou do lado dos que não foram nem querem ir a Fortaleza ou a Punta Cana.

Pérola Literárias não Editadas IX

(O sr. Coxo da Praça assa umas sardinhas)
ZG-" Aaaaah, belas sardinhas ! Agora uns pimentinhos e um copinho de vinho é qu´era...
CP-Tu nunca havias de beber vinho!
ZG- E tu nunca havias de beber água!"

Autoria: Zeca Graxa e Coxo da Praça (Posso escrever o nome porque são figuras públicas)